Sua empresa participou de um Cyber Day? Veja o que aconteceu com seus servidores e bancos de dados
O Cyber Day não é apenas um evento de vendas — é um dos maiores testes de estresse para a tecnologia das empresas. Neste post analisamos o que aconteceu com a infraestrutura AWS dos nossos clientes durante os três dias do evento (1 a 3 de junho) para dar uma ideia do que pode ter acontecido com a sua própria infraestrutura.
1. Quase toda a cadeia B2B/B2C sentiu o impacto — não só o varejo
Mais de 70% dos nossos clientes registraram um aumento significativo de atividade em comparação com a semana anterior ao Cyber Day. Isso inclui empresas que não vendem diretamente ao consumidor final: plataformas de pagamento, sistemas de logística, aplicações administrativas, integrações de dados.
O efeito é claro: o Cyber Day não é apenas um evento de varejo. É um evento de toda a economia digital — e a infraestrutura refletiu isso com precisão.
2. O tráfego cresceu até 36 vezes o nível normal
Um dos nossos clientes registrou quase 8 milhões de requisições em um único dia — 1º de junho — quando sua média diária habitual era de 220 mil. Mais de 36 vezes seu tráfego normal. Não foi um caso isolado: em média, o tráfego CDN da América do Sul cresceu 43% durante o evento, e os serviços de borda (personalização, roteamento, autenticação) quase dobraram.
3. Os gastos com infraestrutura dobraram — e os contêineres foram os protagonistas
Os gastos com infraestrutura cresceram mais do dobro durante o evento (na mediana). Um cliente chegou a quase 13× seu consumo habitual no dia de maior demanda. Nenhuma intervenção manual foi necessária: sem chamadas de emergência, sem upgrades de última hora.
O interessante não é só o quanto cresceu — mas como. Os servidores tradicionais (EC2) mal se moveram (menos de 5%), porque essa capacidade já estava reservada e rodando antes do evento. Útil, mas caro: você paga por ela 365 dias por ano.
Os serviços baseados em contêineres cresceram mais de 22% — foram ativados durante os picos de demanda e voltaram a cair depois. É a diferença entre contratar funcionários permanentes para um evento pontual versus chamar reforços apenas quando necessário. O negócio pagou pela capacidade extra exatamente durante os dias em que precisou, e nem um dia a mais.
4. Os bancos de dados foram o ponto de maior pressão
Se há uma conclusão que todo CTO deve tirar desta análise: o gargalo em um evento de alta demanda não está nos servidores — está nos dados.
Os sistemas de cache e bancos de dados cresceram muito acima do restante da infraestrutura:
- Cache em memória (ElastiCache): mais de 320%
- Análise em tempo real (Redshift): mais de 200%
- Bancos de dados relacionais (RDS): mais de 160%
Um servidor adicional fica disponível em segundos. Um banco de dados relacional não escala da mesma forma — requer planejamento antecipado, réplicas de leitura, estratégias de cache. Os clientes que chegaram ao Cyber Day com essa camada bem preparada absorveram a carga sem problemas. Os que não chegaram, provavelmente sentiram.
5. Arquiteturas modernas escalaram melhor
Ao comparar clientes com arquiteturas baseadas em contêineres versus os que não as usam, a diferença é concreta:
- Clientes com contêineres: escalaram 1,7× durante o evento (mediana)
- Clientes sem contêineres: escalaram apenas 1,1×
Os clientes com arquiteturas mais modernas cresceram 50% mais do que os demais.
A leitura de negócio é direta: investir em modernizar a arquitetura não é apenas uma decisão técnica. É uma decisão que determina se o negócio pode crescer quando mais importa — ou se a tecnologia se torna o teto que limita as vendas.
6. Os sistemas de segurança processaram 60% mais atividade
Durante o Cyber Day, o volume de atividade monitorada pelos sistemas de segurança cresceu mais de 60%. Isso inclui transações, acessos a dados, chamadas de API — tudo analisado em tempo real pelo Amazon GuardDuty, ativo em 65% dos nossos clientes. No caso mais extremo, um cliente passou de 4 milhões para quase 23 milhões de eventos analisados em um único dia — mais de 5 vezes sua atividade habitual.
Em resumo
O Cyber Day 2026 foi, do ponto de vista da infraestrutura, um evento bem-sucedido para a maioria das empresas que chegaram preparadas. A nuvem fez o que promete: escalar quando necessário, sem intervenção humana, sem tempo de inatividade.
Os números que ficam na mesa para o próximo ano são os dos bancos de dados e das arquiteturas que ainda não fizeram a transição para modelos mais elásticos. É aí que a diferença entre estar preparado e não estar é medida em vendas perdidas durante as horas de maior demanda.
Na Frust trabalhamos com as equipes técnicas para entender o quão otimizada está a infraestrutura — e liberar orçamento para que ele possa ser direcionado a projetos de melhoria e modernização.
Veja quanto sua empresa poderia economizar na AWS
Conecte sua conta e receba uma estimativa de economia em menos de 48 horas. Sem compromisso.

